13 de agosto de 2010

A prática do historiador e o método

O historiador ao pesquisar e escrever para o campo de saber denominado História precisa conhecer os critérios da Ciência, observar os padrões historiográficos comuns à sua época e valorizar determinados elementos de linguagem e de comunicação, necessários à transmissão do conhecimento. O conhecimento que o historiador produz não é espontâneo. Como já foi afirmado, é um conhecimento que se caracteriza por:


• derivar de uma ação intelectual


• resultar de uma ação planejada


• depender dos procedimentos da Ciência, de seus campos de produção e das abstrações conceituais das teorias


• estar estreitamente ligado às áreas das humanas e sociais, à Filosofia e à, em alguns casos à Teologia

• dialogar muitas vezes com os saberes vindos do conhecimento popular ou do senso comum.



Essas mesmas ações intelectuais resultantes do planejamento, da reflexão e da pesquisa, muitas vezes nascem da curiosidade e a capacidade de observação do pesquisador, da vontade de conhecer, das exigências profissionais, da disponibilidade das fontes de pesquisa e de questionamentos sociais ou individuais, entre outros fatores.


O historiador revela-se nos seus escritos, onde constam aspectos da sua formação e visões de mundo, bem como as suas opiniões, valo-res, escolhas e posicionamentos políticos. É importante, porém, que as características particulares ou subjetivas do historiador mantenham-se sob controle, contribuindo para a produção de uma versão histórica mais verdadeira possível. Noutras palavras, espera-se que o historiador elabore um estudo consistente e próximo da sua formação e de seus propósitos individuais, ao mesmo tempo em ele procura se afastar da opinião pessoal, da versão histórica mais fácil e do senso comum.


Os historiadores, à maneira dos filósofos e dos cientistas, questionam a realidade e criam problemas de pesquisa, transformando-os em objeto de investigação. Pode-se afirmar que a atividade de pesquisa do historiador começa com a curiosidade acerca do passado das sociedades, os questionamentos e a constatação da existência de lacunas nas pesquisas acadêmicas, além da necessidade de revisão de determinadas versões históricas. Assim, na etapa da escolha do tema de pesquisa, quando o questionamento sobre a relevância da nossa contribuição à sociedade é fundamental, podemos nos perguntar:


• A minha proposta de pesquisa histórica é relevante?


• Ela abre caminho para outras pesquisas?


• Dessa maneira, estarei contribuindo para o campo de conhecimento onde atuo?

6 Comentários:

luiza disse...

Que tipos de fontes um historiador poderia usar para chegar a uma conclusão praticamente exata

Elizabeth Torresini disse...

Luiza, só agora vi a tua pergunta. Gostaria de saber o que seria uma conclusão praticamente exata. Exata em relação à hipótese de trabalho? Para saber quais são as melhores fintes é necessário levar em conta o projeto e o objeto de trabalho. Se puderes espceificar mais, creio que poderemos dialogar. Um abraço.

Anônimo disse...

De que maneira a filosofia se apresenta como campo da historia?

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Ivani Medina disse...

“A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

Ivani Medina disse...

“A verdade histórica é a mais ideológica de todas as verdades científicas [...]Os termos de subjetivo e de objetivo já não significam nada de preciso desde o triunfo da consciência aberta [...]. A verdade histórica não é uma verdade subjetiva, mas sim uma verdade ideológica, ligada a um conhecimento partidário”. (ARON cit. por Marrou, s/ data, p. 269)

Se a fé nunca dependeu da história, porque fazem tanta questão desta última? Por que insistem em preservar essa bruma que envolve os primeiros séculos do cristianismo? Não devia ser assim. No entanto, quando fazemos uma aproximação dos fatos com fatos e não com ideias, é possível outra conclusão.

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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